COVID-19 e o risco para pacientes acamados

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Nesta época de pandemia de COVID19, uma das maiores preocupações são os idosos, principalmente aqueles que possuem problemas de saúde graves e estão acamados, como os portadores de Alzheimer, e pessoas que não podem ficar sozinhas e possuem auxílio para todas as atividades. Esses pacientes são considerados como imunodeprimidos, e é preciso ter com eles cuidados redobrados. 

Na fase grave da doença, quando o paciente já se encontra acamado, é importante que se mantenha toda a higienização do local onde essa pessoa fica. Além disso, é importante deixar os talheres do paciente separados, e que os cuidadores fiquem atentos às regras de higienização das mãos, roupas e calçados antes de ter contato com essa pessoa. Manter o ambiente sempre arejado. Deve-se fazer a higienização de tudo ao redor e sempre das mãos do paciente com a maior frequência possível. É importante que só fique em contato com o doente a equipe que cuida realmente dele. Não é hora de visitas de parentes.

Outra coisa importante que temos que observar: como é um paciente que às vezes não fala e não se comunica, ele não vai dizer o que está sentindo. Por isso, vale a pena ficar atento a qualquer mudança de comportamento, se o paciente está muito sonolento ou sem apetite. Como ele não vai se queixar se tiver dor de cabeça ou dor no corpo, é importante ficar atento a outras reações. Nessa fase da doença, é comum esses pacientes apresentarem quadro de infecção urinária ou de pulmão, e fazerem febre por isso. Se isso acontecer, é importante entrar em contato com o médico que já o acompanha e seguir as orientações necessárias para descartar que seja uma infecção pelo COVID-19.

Se houver alguma alteração compatível com sintomas de COVID-19, o paciente deve ser avaliado por um médico, para avaliar os sinais de gravidade. Evite sempre expor essa pessoa a um hospital lotado e com pessoas já doentes. É importante que esse idoso receba a dose de vacina para gripe e pneumonia, isso ajuda na hipótese diagnóstica de COVID-19.

Esse doente acamado deve continuar seu tratamento de fonoaudiologia e de fisioterapia. Os profissionais da área podem ir trabalhar com luvas e máscaras e continuar utilizando todos os procedimentos de higiene necessários. Os cuidadores e profissionais que lidam com esse paciente devem usar sempre, nesse momento, luva, máscara e gorro.

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Dr. André Lima

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André Lima é neurologista, diretor da Neurovida e membro da Academia Brasileira de Neurologia
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15-04-2020 |

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