Vacinas contra Covid-19: terceira dose?

Com a chegada da variante DELTA com força total ao país, observamos um novo aumento de casos e internações em idosos

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Após a morte de nosso querido ídolo Tarcísio Meira, de COVID-19, que recebera as duas doses da vacina CORONAVAC, veio à tona mais intensamente a discussão sobre a terceira dose, ou dose de reforço para as vacinas contra COVID disponíveis no Brasil no momento.

Também em função da chegada da variante DELTA com força total ao país, observamos um novo aumento de casos e internações em idosos com o esquema vacinal completo. Mas o que está acontecendo? A vacina não funciona?

“O importante é vacinar a todos, inclusive os adolescentes assim que possível”, afirma a Dra. Selma Merenlender.

Não, nada disto. Em primeiro lugar a variante Delta tem algumas peculiaridades na sua estrutura molecular que faz com que ela seja mais infectante que as demais, ou seja uma única pessoa agora contamina mais pessoas que anteriormente. Estamos observando um aumento global de casos, em todas as faixas etárias, por ser mais infectante. Outro ponto de relevância é que o sistema imunológico dos idosos também envelhece.

Então a memória imunológica, em semelhança a memória cerebral, começa a se esquecer das informações. Então o sistema imune precisa ser constantemente lembrado de quem ele tem que reconhecer como Vilão.

Se passa muito tempo, ele esquece a carinha dele e deixa o bandido entrar em nosso corpo e fazer o estrago. Daí a necessidade da chamada DOSE DE REFORÇO.

E por fim, as pessoas que receberam uma ou duas doses da vacina, mas que não são idosas nem imunodeficientes, quando entram em contato com esta variante, não adoecem de forma grave, mas o vírus passa um tempo multiplicando-se no nariz e boca, antes que ele seja totalmente eliminado pelo sistema imune competente. Então muita gente hoje com sintomas de “gripezinha” está na verdade com COVID-19, com poucos sintomas e espalhando por aí a doença, que irá atingir em cheio aquelas pessoas que tem o sistema imune mais fraquinho.

O importante é vacinar a todos, inclusive os adolescentes assim que possível, para diminuir a circulação do vírus o mais rapidamente possível! E manter o uso de máscaras e medidas sanitárias, ainda não é hora de relaxar!

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Selma Merenlender

Selma Merenlender

CRM 5248425-2 Graduada pela Escola de Medicina da FTESM em 1986. Presidente da SRRJ biênio 2017-2019. Diretora diretora técnica da Imunofluminense. E mail dra.selma.reumato@centrofluminense.com.br
18-08-2021 |

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