Vacinas contra COVID-19 no Brasil – Terceira dose – parte II

Com variante Delta, os países europeus vêm sofrendo grande pressão para que uma terceira dose seja aplicada

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Recentemente a Organização Mundial de Saúde fez um apelo aos países ricos que fizessem uma moratória à terceira dose da vacina contra COVID. Desta forma, os países mais pobres que ainda não vacinaram nem um décimo de sua população de risco, como o Haiti, pudessem receber pelo menos uma dose para cada habitante.

O Consórcio COVAX FAcility, uma plataforma de coalisão de vacinas, coordenado pela OMS, no melhor formato Robin Hood, onde os países ricos doam vacinas para os países pobres, tem enfrentado contudo algumas dificuldades.

Não nos cabe julgar quem deve ou não receber a dose. Uma vida de um idoso na Itália vale tanto quanto a de um homem do Senegal.

Com a rápida disseminação da variante Delta, que tem menor resposta frente às vacinas
disponíveis, os países europeus vêm sofrendo grande pressão para que uma terceira dose seja amplamente aplicada, e não somente naqueles pacientes para os quais já sabemos que a terceira dose é mandatória. São estes os pacientes considerados os imunossuprimidos, seja porque nasceram com imunodeficiência congênita, seja porque estão recebendo tratamentos imunossupressores como as quimioterapias para câncer e outras.

Em toda a Europa neste momento, as casas geriátricas estão pressionando para a terceira dose de seus internos. Por ser um continente de idosos, esta população significa uma grande parte dos habitantes destes países, em especial Itália e França, países mais longevos. Estes países já sofreram terrivelmente com a primeira onda, com idosos internados em casas geriátricas, falecendo em ondas sucessivas.

Faz sentido então, que estes países, que são doadores do consórcio, que protejam os seus cidadãos da melhor forma possível. Porém esta medida vem sendo encarada como protecionista e egoísta, frente aos países africanos que nem a primeira dose receberam.

Não nos cabe julgar quem deve ou não deve receber a dose da vacina. Uma vida de um
idoso na Itália vale tanto quanto de um homem de meia idade no Senegal. Uma vida é sempre uma vida. Agora só aguardar que as novas vacinas cheguem logo ao mercado, para que não falte vacina para nenhum habitante deste nosso planeta.

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Selma Merenlender

Selma Merenlender

CRM 5248425-2 Graduada pela Escola de Medicina da FTESM em 1986. Presidente da SRRJ biênio 2017-2019. Diretora diretora técnica da Imunofluminense. E mail dra.selma.reumato@centrofluminense.com.br
19-08-2021 |

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