As chamadas “canetas emagrecedoras” (Ozempic, Wegovy e Saxenda) transformaram o tratamento da obesidade. Estudos demonstram que participantes perderam em média 15% a 17% do peso corporal. Para milhões de brasileiras que lutam há décadas contra a balança, esses medicamentos representam esperança real.
Como psicoterapeuta, reconheço a importância dessas medicações e as considero ferramentas essenciais para muitas pacientes, especialmente para mulheres com obesidade severa, comorbidades ou histórico extenso de tentativas frustradas.
Mas há um problema: o peso volta. E volta rápido.
Uma meta-análise da Universidade de Pequim analisou onze estudos com 2.466 participantes. Conclusão: após a interrupção das canetas, o peso retorna entre 8 e 20 semanas. Outro estudo mostrou reganho de dois terços do peso perdido em um ano. A Dra. Domenica Rubino expressa: “a obesidade não é como uma infecção que se resolve com antibióticos. Ela é uma condição crônica que requer tratamento contínuo.”
Mas tratamento contínuo significa depender de medicação cara pelo resto da vida? Não necessariamente.
A questão é comportamental
O ponto crucial é a mudança comportamental e emocional. Um estudo da Universidade de Copenhague revelou que o grupo que combinou medicação com exercícios manteve a maior parte do peso perdido e reportou sentir-se menos cansado, com mais energia. Sinais de transformação profunda.
Como psicoterapeuta, observo diariamente: o que determina a manutenção do emagrecimento não é apenas o que você faz com seu corpo, mas o que você faz com sua mente.
Mulheres que perderam 20, 30 quilos e voltaram ao peso inicial dizem:
“Voltei a comer quando estava ansiosa.”
“Tive uma briga e descontei na comida.”
“Perdi meu emprego e não consegui mais me controlar.”
Em nenhum caso a questão era fome física. Era a relação com a comida. Para muitas, comida nunca foi apenas nutrição. É conforto, recompensa, escape, controle, punição, companhia. A caneta atua nos receptores de GLP-1, promovendo saciedade. Mas não resolve a ansiedade que te leva ao armário às 15h. Não cura a solidão que te faz comer uma barra de chocolate no sofá.
O problema não é você. Nunca foi.
Não é falta de força de vontade ou disciplina. O problema é que ninguém te ensinou a processar emoções sem usar comida.
Os estados emocionais não desaparecem com a caneta. Precisam ser reestruturados através de trabalho psicológico.
A solução: tratamento integrado
O tratamento mais eficaz combina três pilares:
1. Suporte farmacológico quando indicado — Ponte, não destino final.
2. Mudança comportamental — Reeducação alimentar e atividade física regular.
3. Trabalho psicoterapeutico profundo — O pilar mais negligenciado e mais importante:
Identificação de gatilhos emocionais.
• Reestruturação de crenças sobre comida e corpo
• Desenvolvimento de estratégias de regulação emocional
• Ressignificação do papel da alimentação
As canetas são poderosas e necessárias para muitas. Mas ferramentas são meios, não o fim. O emagrecimento verdadeiro acontece quando você transforma sua relação com a comida. Quando distingue fome física de fome emocional. Quando desenvolve recursos para lidar com ansiedade, tristeza e frustração sem anestesiar com comida.
A caneta pode silenciar a fome do estômago, mas só você pode saciar a fome da alma. É possível. Mulheres que, depois de décadas lutando contra o peso, finalmente se libertam, não porque encontraram a dieta perfeita, mas porque fizeram o trabalho interno necessário.
Se você está pronta para essa transformação genuína, conheça o “Além da Balança”. São 21 dias trabalhando a transformação da sua relação com a comida e o reconhecimento dos seus gatilhos emocionais.
Você não precisa de mais uma dieta. Você precisa se libertar das feridas que fazem você comer quando não está com fome.
Quando essa libertação acontece, o emagrecimento se torna consequência natural e permanente.

Instagram: @euemi_moraes
Áudios motivacionais gratuitos: clique aqui!

























