Autismo e interação pessoal

 

Photo via Visual Hunt
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Deve-se pensar que nem todos os autistas são iguais, tampouco que o entrosamento é o mesmo para todos. Por isso, o estímulo deve ser personalizado para cada perfil e faixa etária.

A disfunção sensorial, extremamente comum na criança com autismo, negligenciada por teóricos durante muito tempo, faz parte hoje da última revisão do manual da Associação Americana de Psiquiatra (DSM V).

As alterações sensoriais foram incluídas na definição: “Hiper ou hiporreatividade a estímulos sensoriais ou interesses incomuns por aspectos sensoriais do ambiente (cheiros, texturas, fascínio visual por objetos em movimento ou luzes)”.

As alterações nos diferentes sistemas sensoriais levam a uma dificuldade nas respostas adaptativas necessárias à função do indivíduo no ambiente e contribuem para movimentos repetitivos, pouca exploração do brinquedo e instrumentos do dia a dia, dificultando o seu comportamento. Porém, nem todo comportamento é uma dificuldade de regulação sensorial.

As alterações de comportamento que ocorrem numa criança autista podem estar ligadas a dificuldade de comunicação e ter função de demanda de atenção, fuga de uma tarefa, expressão de um desejo ou necessidade.

Para o autista, o relacionamento com outras pessoas costuma não despertar interesse. O contato visual em alguns indivíduos é ausente ou pouco frequente e a fala é empregada com dificuldade. Algumas palavras podem ser constantemente repetidas e a comunicação acaba se dando por gestos.

Para minimizar as dificuldades de convívio social, vale criar situações de interação. Respeite o limite, seja claro no que diz, amplie o tempo para que ele realize as atividades propostas e sempre comunique mudanças de rotina antecipadamente. A paciência para lidar com essas crianças é fundamental.

Cada pessoa possui uma biologia e um ritmo diferente e o autista precisa de um tempo maior para estabelecer relações sociais e enfrentar situações novas. É preciso encontrar e respeitar esse ritmo.

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