ENDOMETRIOSE E INFERTILIDADE

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A endometriose é causa de infertilidade e afeta 20 a 40% das mulheres com problemas para engravidar. Ainda não se sabe exatamente a causa, mas a teoria mais aceita é a de que o endométrio (camada que reveste o útero por dentro) reflui pelas trompas durante a menstruação e faz alguns implantes na pelve. Os principais sintomas associados a endometriose são cólicas menstruais, dor na relação sexual e dificuldade para engravidar. Antigamente, usava-se como método diagnóstico a video-laparoscopia com biópsia das lesões suspeitas. Com a melhora nos exames de imagem, hoje o diagnóstico é feito através da história clínica e exames como a ressonância magnética pélvica e o ultrassom transvaginal com preparo intestinal.

Os mecanismos pelos quais a endometriose diminui a fertilidade ainda não estão totalmente esclarecidos. Observa-se que a doença leve ocasiona alterações na resposta inflamatoria que causam um efeito negativo na qualidade dos óvulos e levam a um ambiente pouco propicio à fertilização. Além disso, causa disfunções imunológicas diminuindo a chance de implantação e desenvolvimento embrionário. Já a endometriose severa é associada a aderências e distorção da anatomia pélvica, acarretando um possível distúrbio anatômico, além dos fatores já mencionados.

O tratamento depende do tempo de infertilidade, idade da mulher e se existem outros fatores associados. Um dos tratamentos mais indicados é a Fertilização in Vitro, que pode ou não ser associada à cirurgia, a depender dos sintomas e da gravidade da doença. Uma avaliação interdisciplinar contando com especialista em Reprodução Assistida e cirurgião é muito benéfica às pacientes com endometriose.

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