Mulheres foram feitas para empreender?

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Quem não tinha uma cozinha inteira para brincar em casa? Bonecas para serem tratadas como filhas, para cuidar, amamentar, limpar? Até as Barbies, que eram feitas para brincarmos de “gente grande”, acabavam casando com o Ken, tendo filhos e virando donas de casa. 

Parece que toda a nossa narrativa foi construída para que nós, mulheres, ficássemos no nosso lugar. Ninguém nunca me estimulou para conseguir trabalhar na Nasa, por exemplo. Acho que teria sido uma ótima astronauta! Por sorte, minha família nunca me impôs nenhuma profissão, mas também não me estimularam a nada. Como estimular uma criança? Fazendo com que ela tenha todas as experiências possíveis e a possibilidade de desenvolver todos os seus talentos, até que alguns saltem aos olhos, até que suas paixões fiquem claras e ele possa ter a liberdade de escolher. Seja menino, seja menina. 

Mas da geração da década de 80 e 90, que está hoje com seus 30 ou 40 anos, ainda escutávamos, na nossa infância, que o homem sustentava a casa e a mulher era feita para casar, mesmo que estivéssemos em famílias matriarcais, comandadas por mulheres, em que os homens não traziam um tostão para casa. 

Está aí a dificuldade de sermos empreendedoras e nos intitularmos como tais. Demoramos muito para saber que quem faz quentinha para vender é uma unidade de negócios, ou seja, uma empresa, assim como a Coca-Cola. Não na mesma proporção, mas ainda assim uma empresa. Mesmo sozinhas, somos donas de empresas, CEOs, empresárias. Precisamos estudar, sair da nossa zona de conforto, desempenhamos vários papéis também fora do trabalho. E é incrível como damos conta!

Precisamos passar às gerações vindouras que meninas ou meninos podem ser o querem e que terão responsabilidades adultas, terão de ganhar dinheiro para sustentar a família, se desdobrar em mil para cuidar da casa, dos filhos, dos negócios, do trabalho. E nós, mulheres, poderemos ser grandes, poderemos chegar na Nasa sem termos que lutar contra o mundo inteiro, sem termos que provar que somos capazes, sem termos que ouvir indiretas. 

Será normal sermos empresárias, donas de tudo, donas de empresas, donas de casas, apartamentos, coberturas, mães de pets, de filhos humanos, ou mães de ninguém, nem esposas de ninguém. E vai estar tudo certo. Não precisaremos mais dar satisfações. Saber da própria capacidade e falar sobre ela não será mais considerado arrogância, será visto como autoestima. 

Mas para isso acontecer temos que mudar hoje nossa maneira de pensar, para sermos exemplo para nossos filhos, sobrinhos, afilhados, filhos das amigas e filhos das amigas das amigas. E assim faremos uma corrente do bem, na qual a mulher poderá ser o que quiser. Inclusive dona de casa. 

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