Violência doméstica na quarentena

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Informação preocupante é que o número de casos de mulheres vítimas de violência doméstica tem aumentado neste período. O refúgio e conforto do lar é justamente o local mais perigoso para mulheres que sofrem com a agressividade de seus parceiros. O isolamento social intensifica a convivência entre os familiares, o que pode aumentar as tensões. O contexto de apreensão, incertezas e adversidades impostas pela pandemia, além do consumo excessivo de álcool nesse período, colabora para as discussões entre casais -que podem desencadear diversas formas de agressão (física, psicológica, sexual, patrimonial e moral).

É preciso que as mulheres tenham meios, mesmo durante a pandemia, de se libertar de quem deixou de ser cônjuge para ser carrasco. De nada adianta se proteger do mundo externo se em sua própria residência a mulher for submetida a sessões diárias de maus tratos ou de tortura física, sexual, psicológica e moral que, de igual modo, coloca suas vidas em risco e lhes causa imensa dor. O período de isolamento não pode se transformar em um cárcere no qual a vítima fica à mercê de seu agressor.

Denunciar, a denúncia é o passo mais importante a ser tomado. Os mais conhecidos canais são os números 180 e 100. O primeiro deve ser utilizado para casos de violência contra a mulher acima de 18 anos. Para menores de idade, idosos e outros vulneráveis, o número utilizado deve ser o 100. O serviço funciona 24 horas por dia. As denúncias feitas por esses canais são encaminhadas para os órgãos competentes em cada caso, como delegacias da mulher, do idoso, regionais, Conselho Tutelar e Ministério Público.

Além disso, é possível também que a pessoa peça para outras pessoas fazerem a denúncia. Vizinhos, pessoas que veem uma situação de violência, mesmo que não conheçam aquela pessoa, não só podem, como devem fazer a denúncia. Qualquer pessoa pode usar um dos canais disponíveis e não precisa se identificar.

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