O cérebro humano e a evolução de novos hábitos

O cérebro humano evoluiu em face a escassez de comida. Nossos ancestrais percorriam longas distâncias para pegar frutos ou caçar animais. Gastavam enorme quantidade de energia para encontrar o que caçar e abater. Saciada a fome, mas não sabiam quando seria a próxima refeição nem como conservar o que sobrasse.
É compreensível, assim, que nossos neurônios  tenham aprendido a considerar alimentos com maiores quantidade de gordura e açúcar mais saborosos, pois, ricos em calorias. Era mais vantajoso em um contexto que era preciso estocar energia para sobreviver. Durante a evolução, o acúmulo de gordura no corpo foi importante para que enfrentássemos os períodos de escassez.

O cérebro humano pesa cerca 1,4 kg e é constituído de aproximadamente  30% de gordura, quantidade ideal para seu  bom funcionamento. Quando engordamos, essa porcentagem também aumenta.
O controle de quanto uma pessoa consome comendo e o quanto ela gasta em suas atividades diárias é determinado por uma rede complexa e integrada de neurônios do hipotálamo.
Hoje, porém, basta uma caminhada do sofá à geladeira ou do trabalho à lanchonete mais próxima para comer. É interessante imaginar que um restaurante de comida à quilo oferece uma variedade de nutrientes e sabores que o homem paleolítico nunca chegaria a ingerir.

Nossos hábitos, não só os alimentares, mudaram especialmente no último século: a tecnologia tornou-nos mais sedentários e afetou quantidade e a qualidade do sono.
De maneira que as preferências que o cérebro foi elegendo ao longo de milhares de anos de evolução já não são as mais adequadas para nossa realidade ,o que vemos nas grandes cidades, pela permanente ”falta de tempo” que impacta a qualidade das refeições. Por exemplo,  podemos destacar : um pacote de salgadinhos ( pobre em nutrientes, mas rico em componentes que estimulam circuitos neurais de prazer) parece uma maneira bem mais tentadora de enganar a fome.

A expectativa de vida dobrou desde o século 18, quando para a maioria das pessoas obter comida suficiente ainda era mais importante que selecionar o que comer. Os pesquisadores da época lidavam com doenças que dizimavam populações, os de hoje têm como desafio tratar e compreender complexas patologias cerebrais associadas ao envelhecimento, como Parkinson e Alzheimer.
O cérebro está se adaptando a um novo estilo de vida, que exige mais informação e consciência  no momento de decidir o que colocar no prato. Os cientistas estão descobrindo que os hábitos alimentares saudáveis podem ser decisivos para manter nossas conexões cerebrais mais resistentes aos efeitos do estresse e do envelhecimento.
Assim, maneiras inteligentes de se alimentar, manter o corpo ativo fará a diferença em sua saúde do corpo e da mente.

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