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Quando tentam calar um jornalista, a democracia também perde a voz

Ao longo de 30 anos de profissão, aprendi que fazer jornalismo exige coragem, responsabilidade e compromisso com a verdade. Nem sempre é confortável informar. Muitas vezes, nosso trabalho significa questionar poderes, contrariar interesses e dar visibilidade a fatos que alguns prefeririam esconder.

É por isso que a violência contra jornalistas e, principalmente, a impunidade desses crimes são tão preocupantes. Ameaçar, perseguir ou assassinar um profissional por exercer seu ofício é um ataque direto à liberdade de imprensa e ao direito da sociedade à informação.

Hoje, essa violência também assume novas formas: está nas ameaças virtuais, no assédio digital, nas campanhas de descredibilização e nas tentativas de intimidação, especialmente contra mulheres jornalistas.

Neste 2 de novembro, Dia Internacional pelo Fim da Impunidade dos Crimes contra Jornalistas, minha reflexão é sobre a urgência de garantir proteção a quem informa e justiça para aqueles que são vítimas de violência.

Depois de três décadas dedicadas à comunicação, continuo acreditando na importância de uma imprensa livre, independente e comprometida com a sociedade. O medo não pode determinar o que será notícia, nem a ameaça definir quem tem o direito de informar.

Defender jornalistas é defender a liberdade, a verdade e a democracia. E essa é uma luta que não pode ser silenciada.

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