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Mônica Calderari: nunca é tarde para recomeçar e viver o seu momento UAU

Há histórias que inspiram pela coragem de mudar de direção quando a vida exige novos caminhos. A de Mônica Calderari é uma delas. Professora universitária, química, nutricionista e estudante de Educação Física, ela transformou uma experiência de insegurança em uma oportunidade de reinvenção profissional e pessoal.

Depois de décadas dedicadas à Química e ao ensino, Mônica encontrou na Nutrição uma nova missão: ajudar mulheres a atravessarem o climatério e a menopausa com mais energia, disposição, saúde e autoestima. Com uma abordagem que une ciência, acolhimento e individualidade, ela desenvolveu um trabalho voltado especialmente para mulheres 40+, mostrando que essa fase da vida pode ser vivida com plenitude e qualidade.

Nesta entrevista para a Utilità, Mônica compartilha sua trajetória, os desafios do empreendedorismo, sua visão sobre saúde feminina e a importância de colocar a própria mulher novamente no centro da própria vida.

Como começou a sua história como empreendedora? O que te motivou a dar o primeiro passo?

Eu venho de uma família de poucos recursos. Meu pai era taxista, minha mãe, costureira, e nem sempre o dinheiro chegava até o fim do mês. Cresci com uma certeza muito forte: eu queria estabilidade.

Por isso escolhi o caminho do concurso e, em 1994, me tornei professora de Química da UERJ. Finalmente era funcionária pública do Estado do Rio de Janeiro e achei que ali estaria a minha segurança para o resto da vida.

Até que veio a crise de 2016. O Estado deixou de pagar os salários e ficamos seis meses sem receber. O chão que eu julgava firme simplesmente cedeu.

Foi o medo de voltar a viver aquela insegurança financeira da infância que me fez procurar um novo caminho. E, curiosamente, a Nutrição apareceu para mim em um sonho. Acordei com aquilo tão vivo que, no dia seguinte, fui procurar uma faculdade. Fiz a prova, fui aprovada na própria UERJ e comecei Nutrição em 2017.

Foram cinco anos intensos. A faculdade era integral e eu dava aulas todas as noites. Foi nesse processo que entendi que estabilidade não é apenas ter um cargo. É construir conhecimento, propósito e algo que faça sentido para você.

Quando uni minha formação em Química à Nutrição, encontrei o meu lugar. Passei a enxergar a alimentação também pela bioquímica e a compreender o corpo em um nível mais profundo.

Ali começou, de fato, a minha segunda carreira e a minha história como empreendedora.

Qual foi o maior desafio que você enfrentou, e o que aprendeu com ele?

Meu maior desafio foi aprender a vender e, principalmente, a comunicar o valor do meu trabalho.

Durante toda a minha vida como professora e funcionária pública, nunca precisei vender. No início, percebi que tinha um tom professoral demais, faltava objetividade e eu ainda não havia entendido que ter autoridade técnica e saber comunicá-la são competências diferentes.

Fui estudar comunicação, vendas e oratória. Fiz o curso da MC Mulheres que Comunicam e comecei a aprender a falar não apenas como professora, mas na linguagem da mulher que eu queria alcançar.

Também entendi que a imagem comunica. Sou a caçula de seis irmãos, cresci usando roupa de menino e minha carreira na Química nunca exigiu que eu pensasse muito sobre isso. Ao começar a empreender na saúde e conversar principalmente com mulheres maduras, percebi que minha imagem também precisava expressar a mulher e a profissional que eu havia me tornado. Por isso, investi em imagem e estilo.

Ao mesmo tempo, conciliar duas carreiras teve um preço alto em tempo com a família e descanso. Hoje estou em processo de aposentadoria justamente para me dedicar integralmente ao consultório.

A maior lição foi esta: competência sem comunicação não chega a quem precisa dela. De nada adianta dominar a ciência se eu não consigo traduzi-la com clareza, objetividade e presença.

O que mais te inspira a continuar empreendendo todos os dias?

O que mais me inspira é ver uma mulher voltar a ter energia e disposição para viver.

Muitas mulheres 40+ chegam até mim cansadas, com dores, incomodadas com as mudanças do corpo e sem se reconhecer no espelho. São mulheres que passaram anos colocando os filhos, a família, o trabalho e as necessidades de todos à frente das próprias necessidades.

Eu quero ajudá-las a mudar essa história.

Porque, para uma mulher voltar a se cuidar, fazer atividade física, sair, se arrumar, viajar, realizar projetos e buscar sonhos que foram deixados para depois, ela precisa primeiro ter energia e disposição.

Por isso, para mim, energia vem primeiro.

Quando ela começa a se sentir melhor, vejo uma transformação que vai muito além da alimentação ou do peso. Ela volta a se movimentar, a se cuidar, a se olhar com mais carinho e a gostar novamente do próprio corpo. E, aos poucos, percebe que ainda tem muita coisa para viver e realizar.

É esse empoderamento que quero despertar.

Se priorizar não é egoísmo. Afinal, como podemos nos doar para tantas pessoas se nós mesmas não estamos bem?

Esse propósito é tão importante para mim que hoje também curso Educação Física, para ampliar ainda mais meu conhecimento sobre movimento e estilo de vida saudável.

Menopausa não é pausa. É movimento, transformação e reconexão. Agora também é a hora dela.

Como o seu trabalho contribui para transformar vidas ou impactar positivamente?

Meu trabalho vai muito além de entregar uma dieta.

Eu procuro entender o que aquela mulher está vivendo: sua história, seus sintomas, alimentação, rotina, composição corporal, estilo de vida e exames, quando disponíveis. A partir daí, construímos uma estratégia nutricional individualizada para aquele momento da vida.

Mas existe algo que considero fundamental: recuperar energia e disposição.

É muito difícil falar em autocuidado para uma mulher que acorda cansada, passa o dia sem disposição, convive com dores e não se reconhece no próprio corpo.

Quando ela começa a se sentir melhor, passa a ter mais disposição para se movimentar, cuidar da alimentação, fazer atividade física, cuidar da aparência, retomar sua vida social e fazer coisas que lhe dão prazer.

E é aí que a transformação se torna ainda maior.

Não é apenas uma mulher emagrecendo. É uma mulher que começa a se reconhecer novamente, a gostar mais do próprio corpo e a perceber que pode voltar a ocupar um lugar de protagonismo na própria vida.

É isso que quero proporcionar com o meu trabalho: energia para viver, disposição para fazer o que gosta, menos dores e limitações e a alegria de voltar a se reconhecer e gostar do próprio corpo.

Existe um momento marcante ou conquista especial que representa o seu caminho até aqui?

Uma paciente de 46 anos, mãe de dois filhos pequenos, representa muito bem aquilo em que acredito.

Ela chegou ao consultório completamente esgotada. Não tinha energia nem disposição e não conseguia sequer pensar em fazer uma atividade física.

Nós conversamos, investigamos o momento que ela estava vivendo e construímos uma estratégia nutricional e de suplementação adequada às necessidades dela.

Um mês depois, ela voltou diferente. Estava maquiada, sorrindo e cheia de energia.

E o que mais me marcou não foi um número na balança. Foi olhar para aquela mulher e perceber que ela estava voltando para si mesma. Tinha mais disposição, estava se cuidando e começava a se reconhecer novamente.

Também me lembro de uma paciente que veio de Campo Grande só para ser atendida por mim. Ela me conheceu pelas redes sociais e pensou: “Quero ir nessa nutricionista. Ela vai mudar a minha vida.”

Hoje vejo uma mulher muito mais motivada, cuidando de si e disposta a realizar aquilo que deseja.

Essas histórias representam muito do que quero construir com cada mulher que chega até mim.

Primeiro, ela aprende a conhecer o próprio corpo e a perceber seus sinais. Depois, começa a cuidar dele de uma maneira diferente. Recupera energia, disposição e vontade de se priorizar.

E então acontece algo muito bonito: ela volta a se reconhecer, a gostar do próprio corpo e a acreditar nela mesma.

É por isso que meu acompanhamento nutricional se chama AME-SE.

A Utilità acompanha e divulga empreendedores locais há 30 anos. Qual é a importância dessa conexão entre marca e empreendedores para você?

Trinta anos de história dizem muito sobre credibilidade, e credibilidade é um valor que também busco construir no meu trabalho.

Quando uma marca abre espaço para empreendedores que estão construindo algo verdadeiro em sua comunidade, cria uma ponte de confiança entre quem empreende e quem está procurando bons profissionais e serviços.

Para mim, essa conexão tem um significado ainda mais especial neste momento, porque estou me mudando para a região da Barra da Tijuca e quero estar cada vez mais próxima dessa comunidade.

Estar na Utilità é uma oportunidade de apresentar meu trabalho e minha mensagem a mais mulheres que talvez estejam passando pelas transformações do climatério e da menopausa sem saber que podem viver essa fase com mais informação, cuidado, energia e qualidade de vida.

Quanto mais essa mensagem chegar às mulheres, maior poderá ser o impacto.

Que mensagem você deixaria para quem está começando agora e sonha em empreender?

Comece pelo seu porquê.

Antes da estratégia, do produto ou das redes sociais, entenda profundamente por que você decidiu fazer aquilo. É esse propósito que vai sustentar você nos dias difíceis.

É tentador seguir o que todo mundo está fazendo, buscar atalhos ou querer resultados imediatos. Mas acredito que um negócio consistente precisa estar conectado à verdade de quem o constrói.

Encontre seu porquê, estude, tenha coragem de mudar de rota e não acredite que existe idade certa para começar.

Eu mesma comecei uma nova graduação e construí uma segunda carreira depois dos 40.

Talvez essa seja uma das maiores lições da minha própria história: a idade muda. A vontade de sonhar, não.

Nunca é tarde demais para construir um novo caminho.

Como você definiria a sua trajetória até este momento?

Como uma trajetória de reinvenção movida por propósito.

Talvez minha própria história explique por que me identifico tanto com as mulheres que atendo. Eu também precisei me reinventar depois dos 40. Também precisei entender que uma nova fase da vida não significa o fim das possibilidades.

Hoje quero levar essa mensagem para outras mulheres.

A menopausa é uma fase, não é o fim. Nós não estamos velhas. Nós estamos vivas.

E estar viva é ter energia para fazer planos, disposição para realizá-los, poder se movimentar sem que dores e limitações dominem sua rotina e olhar no espelho reconhecendo e gostando da mulher que está ali.

Minha trajetória foi construída com estudo, mudanças, erros, coragem e muita persistência.

E cada mulher que recupera sua energia, volta a se reconhecer e começa novamente a fazer planos confirma para mim que valeu a pena ter começado de novo.

Descreva o seu trabalho hoje, dando nome ao que faz. Como um pitch de vendas.

Eu ajudo mulheres 40+ a atravessarem o climatério e a menopausa com mais energia, mais disposição, menos dores e uma relação melhor com o próprio corpo.

Sou nutricionista e química e uno esses dois olhares para compreender a alimentação também pela bioquímica.

Meu trabalho é conduzido pelo Método M.E.U.: Mapear, Equilibrar e Consolidar o seu momento UAU.

Primeiro, nós mapeamos o que está acontecendo com aquela mulher: seus sintomas, alimentação, rotina, composição corporal, estilo de vida e exames.

Depois, entramos no Equilibrar, construindo uma estratégia individualizada e acompanhando a resposta do corpo ao longo do processo.

Até chegarmos ao que eu chamo de momento UAU: o momento de consolidar e curtir os resultados conquistados.

E esse UAU não é apenas um número na balança. É acordar com energia. Ter disposição para fazer o que gosta. Poder se movimentar sem se sentir limitada pelas dores. É olhar no espelho, se reconhecer e voltar a gostar do próprio corpo.

Aqui não existe dieta genérica nem promessa rápida. Existe uma mulher única, uma estratégia construída para ela e ciência para ajudá-la a viver o seu momento UAU.

A história de Mônica Calderari mostra que recomeçar pode ser uma das decisões mais transformadoras da vida. Depois dos 40, ela construiu uma nova carreira, encontrou um novo propósito e passou a dedicar seu conhecimento para ajudar outras mulheres a recuperarem aquilo que considera essencial: energia para viver plenamente.

Mais do que orientar sobre alimentação, ela trabalha para que cada paciente volte a se reconhecer, resgate a autoestima e assuma novamente o protagonismo da própria história. Uma missão que nasce da própria experiência de reinvenção e que hoje impacta a vida de inúmeras mulheres.

Quer viver seu momento UAU e atravessar o climatério e a menopausa com mais saúde, disposição e qualidade de vida?

WhatsApp: (21) 98663-1000

monica calderari
Monica Calderari

Site: metodomeu.com
Instagram: @nutrimonicacalderari

Siga: @suaredeutilita

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