Está oficialmente aberta a temporada do mês mais mágico do ano e, claro, das melhores reuniões ao redor da mesa. Para inaugurar nosso Calendário de harmonização de fim de ano, quero trazer a primeira “dica de luxo”: neste mês, não vamos apenas escolher vinhos. Vamos pensar na harmonização como um presente para os nossos convidados e para nós mesmos.
Dica de hoje: a regra de ouro da véspera de Natal do aperitivo ao prato principal
O maior erro da noite de Natal é começar com vinhos muito pesados. A ceia costuma ser longa, com muitos petiscos, queijos, pastinhas, frutas secas e só depois os pratos principais, como bacalhau e peru.
Se o vinho “cansa” o paladar logo no início, tudo o que vem depois perde brilho. Por isso, pense em vinhos que refrescam, limpam a boca e acompanham bem a variedade de sabores da mesa.

Vinhos curingas, versáteis e leves:
• Espumante Brut (nosso curinga master)
A acidez e as borbulhas são imbatíveis para abrir o apetite. Vai bem com tábua de queijos e frios, patês, castanhas, damascos recheados, canapés e pães artesanais.
• Espumantes rosé brut
Acrescentam um toque de cor e combinam com embutidos, salmão em massa folhada e queijos mais suaves.
• Brancos frescos e aromáticos
Um Sauvignon Blanc ou Pinot Grigio, sem madeira, traz aquele frescor elegante para começar a noite, acompanhando pastinhas, salpicão leve, legumes, frutas secas e peixes delicados.
• Tintos leves e frutados
Se alguém fizer questão de tinto desde o início, escolha estilos leves, como um Pinot Noir ou um tinto jovem, servido levemente resfriado. Eles combinam com embutidos, queijos mais suaves e não “pesam” logo de cara.
Quando chegam os pratos principais: bacalhau e peru
Aqui a harmonização ganha profundidade. A escolha certa de vinho pode transformar a experiência do prato. Para o bacalhau (assado, em postas, com azeite, batatas, cebolas, azeitonas):
• Brancos portugueses estruturados
Douro branco, Alvarinho, Encruzado, ou brancos com boa acidez e um pouco mais de corpo. Eles acompanham a gordura do azeite e o sabor intenso do peixe sem dominar o prato.
• Espumantes brut mais encorpados
São ótimos para quem quer manter as borbulhas até o prato principal. A acidez “corta” a untuosidade do bacalhau e realça os aromas.
• Tintos elegantes (com muita cautela)
Se a mesa for “time do tinto”, prefira tintos de médio corpo, com taninos macios e boa acidez. Nada muito pesado ou super amadeirado, para não brigar com o sal e o sabor do bacalhau.Para o peru de Natal (assado, muitas vezes com frutas secas, farofa, castanhas):
• Tintos de médio corpo
Vinhos com taninos suaves e boa fruta, que acompanham a carne delicada do peru e a doçura discreta das frutas secas. Pense em estilos mais elegantes, nada exagerado.
• Brancos mais encorpados
Um branco com um pouco mais de corpo (mas não pesado nem muito amadeirado) funciona muito bem, principalmente se o peru vier com molhos cremosos, castanhas ou manteiga.
• Rosés estruturados
São excelentes para mesas variadas e para quem gosta de algo intermediário entre branco e tinto. Harmonizam com o peru, farofas e acompanhamentos coloridos.

O papel do Vinho do Porto na ceia
O Vinho do Porto é um capítulo à parte e não deve entrar em qualquer momento.
• Use o Porto no final da ceia, como um fechamento elegante. Ele é perfeito com queijos azuis, frutas secas, nozes, castanhas caramelizadas, chocolates amargos e sobremesas mais intensas.
• Se for usado muito cedo, ele “domina” o paladar e prejudica a percepção dos vinhos que vêm depois. Pense nele como o gran finale da noite.
Misturas que atrapalham a harmonização
Alguns cuidados importantes para não “estragar” o trabalho da harmonização:
• Evite começar a noite com vinhos muito alcoólicos, muito tânicos ou super amadeirados. Eles cansam o paladar e “apagam” os sabores das entradas.
• Cuidado com vinhos muito doces no meio da ceia: deixe os vinhos doces e o Porto para a sobremesa. Se servidos antes, tudo parecerá mais salgado ou mais ácido depois.
Procure manter uma lógica de progressão:
• Do mais leve para o mais encorpado,
• Do mais fresco para o mais intenso,
• Do seco para o doce.
Ao longo de dezembro, vamos montar juntos um verdadeiro “Menu de Vinhos” para as festas, pensando na ordem, no estilo e na sensação que cada taça cria à mesa.
E agora eu quero saber de vocês:
Para começar a noite e seguir até o bacalhau e o peru, qual é o estilo preferido da sua casa?
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* Sou Denise Capela, chef de cuisine formada pelo Le Cordon Bleu, empreendedora, mentora e apaixonada por transformar refeições em experiências memoráveis.
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