De tempos em tempos, surgem promessas de soluções rápidas para emagrecer. Hoje, nomes como Mounjaro estão em destaque: um medicamento que vem sendo chamado de “revolucionário” no controle do peso.
No universo da maternidade, porém, existe uma promessa antiga que nunca saiu de cena: “amamentar emagrece rapidinho”.
Mas será que a amamentação pode mesmo ser vista como uma espécie de Mounjaro natural?
O gasto calórico existe mas não é regra
É verdade que o corpo gasta energia para produzir leite. Em média, entre 400 e 600 calorias por dia são usadas nesse processo.
Em teoria, isso poderia favorecer a perda de peso.

Na prática, o cenário é bem diferente. O pós-parto é marcado por noites mal dormidas, alterações hormonais, estresse e uma rotina que exige muito da mulher. Soma-se a isso o aumento natural do apetite, que é a forma que o corpo encontra de suprir a demanda energética.
Por isso, algumas mulheres emagrecem amamentando, outras engordam e muitas permanecem no mesmo peso. Não existe uma fórmula universal.
Quando a amamentação é vendida como “dieta milagrosa”, a frustração aparece rápido
Muitas mulheres se sentem culpadas ou acreditam que estão fazendo algo errado quando não emagrecem.
Só que a função da amamentação nunca foi estética. Ela é fonte de nutrição, proteção imunológica, vínculo e segurança para o bebê e também de regulação emocional para quem amamenta.
O corpo que amamenta não precisa “voltar a ser o que era”. Ele precisa ser reconhecido e respeitado pelo que é agora: um corpo que gerou, pariu e alimenta.
Esse respeito começa quando deixamos de cobrar resultados estéticos e passamos a enxergar a potência do que a amamentação representa.
Se a amamentação fosse realmente uma Mounjaro natural, todas as mulheres sairiam do puerpério mais magras. Mas a verdade não é tão simples assim.
E está tudo bem.

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