Imagine-se na arena do CrossFit: o barulho, o suor, a contagem regressiva, o pulso acelerado. A grande batalha, porém, não começa ali – ela acontece dentro da sua mente.
A primeira batalha é mental
É nesse território interno que se decide se você entrega seu melhor ou se trava. Hoje, vamos entender porque a primeira batalha é mental, porque ela determina o seu desempenho e como você pode se tornar seu maior aliado emocional.
Fique comigo até o fim, pois trago estratégias práticas para autogestão emocional que fazem a diferença.
Depois de pisar num box e vivenciar momentos de dúvida, retenção ou pânico psicológico, percebi que a mente é a primeira a entrar em colapso – muito antes do corpo. Foi nesse entendimento que passei a estruturar meus atendimentos com foco em diálogo interno, autorregulação emocional e crenças fortalecidas. O poder de uma mentalidade positiva não é script motivacional: é ciência.
Pesquisas recentes em neurociência mostram como o diálogo interno positivo molda nossa confiança. Estudo da “Nature” revelou que o auto-respeito ativa conexões entre áreas como córtex pré-frontal e sistema de recompensa, ampliando performance cognitiva e emocional. Outra pesquisa na “Web of Science” consolida que atletas constroem “metacrenças sobre as emoções necessárias para atingir o pico de performance” – crenças essas que regulam o equilíbrio emocional durante provas.

Já estudos de “Jim Kwik” mostram que “visualização + diálogo interno positivo” acionam regiões da motivação e reduzem respostas de medo no cérebro.
No Instagram, recentemente compartilhei um relato pessoal que resume bem essa trajetória:
1. “Quando comecei a rotinar visualizações antes dos treinos, percebi que meu corpo respondia sem travar”.
2. “Mais do que técnica, o que segurava a minha queda era a minha conversa interna – e isso me salvou em competições”.
Resumindo: o treino mental funciona como uma armadura cerebral. Não é psicologia rasa – é preparo emocional para agir com precisão, controle e fluência emocional.
O mais curioso é que muita gente negligencia esse treino porque ele não é visível. Mas é justamente o invisível que sustenta o que se vê. É quando ninguém está olhando, nos bastidores da mente, que a base emocional é construída. E é aí que mora a diferença entre quem performa com consistência e quem desaba diante da pressão. A autogestão emocional é o elo entre o que você sabe fazer e o que você de fato consegue entregar.
Se você busca crescimento real – não apenas corpo, técnica ou resultado – comece pela mente. Visualização, autoconversa positiva e autorregulação emocional não são complemento: são parte essencial da preparação. E o mais importante: é acessível a qualquer pessoa, com ou sem histórico esportivo.
Aqui, no nosso bate-papo, vamos voltar à base – ao que realmente importa quando a adrenalina sobe, o corpo treme e o momento exige presença verdadeira. Nossa próxima batalha começa aqui, na reflexão e no plano emocional. Se quiser ampliar o tema e ter acesso a treinamentos mentais e insights pessoais.


























