Após investir o dinheiro de uma rescisão na primeira franquia Mary Help, Paloma e Acácio Alkmin atravessaram a pandemia e chegam a cinco unidades em sete anos
Quando Paloma Felippe Faria Alkmin foi demitida depois de quatro anos no mesmo emprego, tinha o dinheiro da rescisão e uma decisão pela frente. Em vez de buscar uma nova colocação, resolveu usar os recursos para começar um negócio.
A oportunidade apareceu por meio de Acácio Alkmin de Almeida Cassiano, seu marido. Um amigo da faculdade havia investido em uma franquia da Mary Help e apresentou o modelo ao casal. Em março de 2019, os dois abriram a primeira unidade, no Centro de Taubaté. “Estávamos com a intenção de investir e, diante da oportunidade, resolvemos encarar. Como sou formada em Administração de Empresas, também enxerguei a possibilidade de colocar em prática o que havia aprendido”, conta Paloma.
Um ano depois, a pandemia colocou a decisão à prova. Quando perceberam que a operação havia resistido, começaram a considerar a expansão. A segunda unidade surgiu durante outra mudança profissional. Acácio, formado em tecnologia, estava prestes a encerrar seu vínculo CLT. Com recursos disponíveis e a experiência da primeira operação, o casal decidiu reinvestir. Em outubro de 2021, abriu a unidade do Jardim Satélite, em São José dos Campos. “Apesar de todas as dificuldades, o negócio havia sobrevivido. Percebemos que expandir poderia ser uma boa oportunidade para alcançar novos objetivos pessoais”, afirmam.
A terceira unidade veio em março de 2025, no Centro de Pindamonhangaba. Depois, o ritmo acelerou. Neste mês de setembro, Paloma, de 31 anos, e Acácio, de 34, inauguraram a quarta operação, no Centro de São Carlos. A quinta já está negociada e tem abertura prevista para outubro, no Centro de Itatiba. Cinco cidades, cinco operações diferentes
A experiência acumulada não tornou a expansão uma simples repetição do que já havia funcionado. “Cada cidade tem suas peculiaridades. São diferentes perfis de profissionais, de clientes e até de divulgação dos serviços. Sabemos gerenciar, mas cada unidade sempre terá seus desafios e será necessário se readaptar”.
Com mais operações, o casal precisou estruturar equipes e dividir responsabilidades. Foi nesse processo que surgiu um dos principais aprendizados da trajetória. “Pessoas são o que impulsiona o nosso negócio. A diarista é tão importante quanto o cliente. Todos são importantes e merecem ser tratados com respeito”.
Mesmo com a estrutura maior, Paloma e Acácio continuam acompanhando as operações de perto. “Faz toda a diferença estar presente no dia a dia e nas decisões que, muitas vezes, parecem simples, mas são essenciais para o funcionamento das franquias”, afirma Acácio.
Em 2019, Paloma saiu de um emprego de quatro anos com o dinheiro da rescisão e a incerteza sobre o que viria depois. Sete anos mais tarde, ela e Acácio estão prestes a chegar à quinta unidade. No meio do caminho houve pandemia, medo, aprendizado e decisões que mudaram não apenas o tamanho do negócio, mas a própria trajetória profissional dos dois.
A primeira unidade nasceu de um momento em que era preciso escolher um novo caminho. As quatro seguintes mostram até onde aquela escolha os levou.
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